segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


Este ano aprendi a refletir mais sobre as coisas que acontecem em minha vida e perceber as maravilhas que me cercam. Comecei a ouvir mais míusicas que falam do grande amor que Deus tem por nós e ao ouvi-las consegui a leveza e uma calma tão maravilhosa.

Entre essas músicas abençoadas estão as do Padre Fábio de Melo, Fernanda Brun, Aline Barros, Adriana, Anjo de Resgate, Ludmila Ferber. São cantores católicos e outros evangélicos, mas isso não importa, o importante é que eles conseguem através das suas canções

Você é professor? Então leia...



Você que é professor e não se sente bem com esta profissão, pense bem, pois ela deve ter paixão de ensinar e aprender, não se é professor somente na sala de aula. Não deve ser professor aquele que não busca o aperfeiçoamento por meio da pesquisa, aquele que não tem a casa cheia de livros e quando esta planejando tudo parece uma bagunça, aquele que não vai para a escola carregado de livros ou sem ideias na cabeça, aquele que não planeja a sua aula e confia no improviso, aquele que só trabalha por um salário e quando ele não vem corretamente desconta nos alunos. Por isso seja sincero com vocês e respondam a essa pergunta: Por que eu decidi ser professor (a)? Eu não me via nessa profissão, cai de pára-quedas, mas agradeço a Deus por isso, pois nela eu me realizo, apesar de seus altos e baixos é muito bom ver quando a gente conseguiu fazer uma criança aprender algo.

Para refletirmos sobre o nosso papel enquanto educadores, relato-lhes uma história que li há algum tempo atrás. Duas garotinhas de dez anos de idade conversam sobre o que querem da vida. A primeira orgulhosa, nem pensa duas vezes: Quero ser médica! A segunda diz e eu quero ser professora! Só isso retrucou a menina, com certa arrogância. A amiga nem se abalou: E você acha que vai se tornar médica como? Tendo um monte de professores. Oras.

Este diálogo simples, mas que se repete entre milhares de crianças todos os dias, revela aquilo que estamos acostumados a sentir na própria pele: o descaso com o oficio do professor, que hoje possui uma imagem bastante desgastada por causa das varias transformações que ocorreram na educação e em outros segmentos da sociedade, como a família e a religião. Todas essas transformações deixam o papel do professor ainda mais difícil, pois esta profissão não tem o seu devido valor reconhecido.

Devemos sempre homenagear este profissional o qual chamamos de mestre e dizer-lhe que o seu papel é imprescindível para melhorar a sociedade em que vivemos. Essa mudança não será instantânea e não depende só dele, mas ao fazer a sua parte, já é um passo a mais nessa luta cheia de pressões e tensões.

Fechem os olhos e pensem como gostariam de ser lembrados pelos seus alunos daqui a alguns anos? A lembrança – se existir – será positiva ou negativa? Ao refletir sobre essas questões imagine como será o seu futuro profissional e como estarão os seus alunos? Será que os ensinamentos serão importantes para sua vida futura? Não digo somente “conteúdos”, mas também o ensino de atitudes e posturas perante a sociedade.

Não devemos ensinar o faça o que eu digo, não faça o que o faço, pois se ensina pelo exemplo, se o aluno vê uma escola onde seus funcionários trabalham frustrados, com raiva uns dos outros como eles irão criar hábitos de amizade com os colegas. Devemos ser éticos com nossas palavras e com as nossas ações, pois um simples olhar às vezes transmite mais que varias palavras pronunciadas.

Apesar de todas as dificuldades que encontramos vamos tentar fazer o melhor, buscar os momentos bons que existem na nossa profissão. E como dizia Fernando Pessoa: Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Então aos professores de almas enormes, aqui vai o meu muito obrigado por nos ensinar a viver.

Feliz Ano Novo...


“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.”
Carlos Drummond de Andrade

Este pensamento é fabuloso, pois é isso mesmo que acontece, quando está chegando o final do ano todo mundo fica contando os dias para que ele acabe para que depois venha um ano novo e diferente do anterior. Parece que acontece uma mágica do dia 31 de dezembro para o dia 01 de janeiro, pois a nossa esperança de dias melhores, mais felizes estão chegando e que também os nossos sonhos estão mais próximos de serem realizados.

A cada ano que se finda criamos novas expectativas, novos sonhos ou damos mais forças aos sonhos antigos. É magnífico e sentir a magia da renovação que acontece a cada final de ano. Em questão de minutos deixamos pra trás tudo que não deu certo e somos transbordados de esperanças para o ano vindouro.

Sempre a cada fim de ano devemos fazer um balanço de tudo que aconteceu na nossa vida, para assim entrar em um novo ano com o pé direito e o coração verdadeiramente renovado e mais forte. Passei esses últimos 3 dias fazendo este balanço sobre a minha vida e me deparei com um algumas pequenas coisas que me entristeceram bastante este ano, mas depois foi analisar o outro lado, o positivo, e fiquei maranvilhada com as coisas que relembrei. Durante este ano fiz muitos novos amigos, alguns já conhecia e me aproximei mais este ano, outros tive o prazer de conhecer e outro não conheço, ele é o meu primeiro amigo virtual, mais a gente já conversou bastante e parece que se conhece de verdade. Durante este ano também aprendi muita coisa nova no meu trabalho.

Enfim, se pensarmos bem sempre teremos o que agradecer a Deus a cada fim de ano e eu agradeço a ele tudo que ele me proporcionou neste 2010, pois até as coisas negativas me ajudaram a ser mais forte.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cuidado...



Corridinho

Adélia Prado

O amor quer abraçar e não pode.
A multidão em volta,
com seus olhos cediços,
põe caco de vidro no muro
para o amor desistir.
O amor usa o correio,
o correio trapaceia,
a carta não chega,
o amor fica sem saber se é ou não é.
O amor pega o cavalo,
desembarca do trem,
chega na porta cansado
de tanto caminhar a pé.
Fala a palavra açucena,
pede água, bebe café,
dorme na sua presença,
chupa bala de hortelã.
Tudo manha, truque, engenho:
é descuidar, o amor te pega,
te come, te molha todo.
Mas água o amor não é.


O amor é um bicho sorrateiro, chega e no inicio nem é percebido. Tem uma cara de anjo e imaginamos que seja ingênuo e inofensivo e por isso lhe entregamos a chave do nosso coração para que ele faça a sua moradia, pois ele não tem onde ficar.

Tudo é feito com tanta delicadeza que nem percebemos que estamos e somos nós os indefesos. Quando nos damos conta já não temos saída, não temos mais as chaves e nem o poder de escolha, pois já fomos escolhidos por ele. Ele agora é dono do nosso coração e só saira quando quiser. Depois que se instala é muito difícil desalojá-lo sem causar muito sofrimento. Ele só sai depois de fazer muita bagunça, muito estrago.

I Carroça Literária






Este foi o projeto Literatura Infanto-juvenil: Um mundo de descobertas que realizamos no núcleo Josefa Penedo. Foi bastante proveitoso e pode trazer para os alunos e as comunidades um pouquinho de literatura. Fez parte do projeto também a sacola de leitura, onde todos os dias um aluno levava para casa um livro para ler juntamente com a sua familia.

Lembrancas...



“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”
José Saramago

Inicio a memória com o magnífico pensamento do escritor José Saramago, que morreu recentemente. Este pensamento é usado como epigrafe do seu livro “Ensaio sobre a Cegueira”. Livro este que nos coloca a par de uma situação que está cada vez mais evidente na raça humana, a falta de amor pelo próximo, deixando o ser humano cada vez mais egoísta, pensando apenas em si e na sua comodidade, e deixando de lado os valores éticos. O livro relata a história de uma cegueira que atinge aos poucos todo o mundo, transformando os seres humanos em animais irracionais que convivem sem nenhuma regra e por isso fazem as maiores atrocidades. Mas nem tudo está perdido, pois existe uma pessoa que consegue enxergar e está tem a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam. Ela não sabe se isso foi uma dádiva ou um castigo, porque só ela consegue ver tantos horrores. Mas ela também ajuda aos cegos a não conviverem melhor entre si. Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor e a do professor também, face à pressão dos “tempos modernos”.
Tarefa difícil está guiar outras pessoas, de lhes apresentar os caminhos melhores de se trilhar. Ser educador não é somente uma profissão, mas uma missão, por isso não consegue ser feliz nesta missão que só deseja receber um salário no final do mês e não se importa com os seres humanos que estão a sua frente. Está cada vez mais difícil e se não tem amor e vontade de fazer o melhor o caso ainda fica mais drástico.
Na nossa última reunião realizada no dia 10 de julho de 2010 tivemos a acolhida com os vídeos da campanha da coca-cola que tinham o objetivo de percebermos que devemos sempre comemorar as nossas vitórias mesmo que elas sejam pequenas e não tenham sido o que esperávamos inicialmente.
Em seguida foi realizada a leitura da memória registro e os professores que desejaram expor as suas inquietações tiveram o seu espaço. Logo depois fizemos um momento de formação onde realizamos a leitura dos textos ““ Uma análise crítica sobre a escola e Atividades colaborativas melhoram o aprendizado individual e coletivo”. Discutimos sobre as ideias contidas nos textos a partir de questionamentos e refletimos sobre a ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal) de Lev Vygotsky.
Também fizemos a leitura dos objetivos do nosso PPP e alteramos o que era necessário e fizemos um projetinho para a culminância da II unidade letiva, onde será realizada uma gincana educativa. Espero que está gincana será realmente organizada com empenho e possa atingir os objetivos pretendidos.

Momentos inesquecíveis I



Conheci Fabricio Carpinejar em 2006 em um congresso de estudantes de Letras em Brasília. Ele estava recitando poesias e narrando as suas crônicas maravilhosas. Ele possui o dom para a escrita e consegue tocar os nossos sentimentos. Hoje sou viciada em seus livros, tenho vários.

Lembranças de uma caminhada...



Creio que já comentei em antigas memórias que está profissão não foi escolhida por mim, foi que aconteceu na minha vida por acaso e agradeço a Deus todos os dias pois foi através dela que consegui evoluir muito como profissional e como pessoa. Quem me conheceu há mais ou menos 15 anos atrás não diria que eu estaria tão diferente. Foram esses últimos seis anos que evolui, sei que muitas pessoas fizeram parte dessa mudança, mas tenho certeza que foi a minha vontade de mudar e de crescer profissionalmente que me impulsionou. Sinto muito por não estar em sala de aula nesses últimos dois anos, pois apesar das dificuldades é muito bom sentir o carinho verdadeiro dos alunos, mas também me identifico muito com a orientação, gosto de dividir o que sei e aprender mais com os outros.

Neste ano de 2010 teve muitas coisas que devem ser lembradas como: a maravilhosa e produtiva presença de nossos novos colegas de trabalho Cristiano, Guilherme, Maria das Neves e Benícia, pessoas estas que chegaram e já pareciam ser de casa; os atendimentos individuais que produziram boas conversas e mudanças de atitudes; as reuniões quinzenais onde sempre contei com o apoio da maioria; os projetos desenvolvidos na escola, em especial o de Literatura infanto-juvenil: Um mundo de Descobertas, que plantou uma boa sementinha no nosso coração e um gostinho de quero mais em 2011; os encontros de formação continuada fornecidos pela SEDUC; entre outros...

Mas infelizmente não tivemos só coisas positivas, também ficamos desnorteados com as mudanças ocorridas e a saída de algumas pessoas do Núcleo. Isso complicou muito o trabalho de todos, pois na educação somos uma equipe que se complementa e com a saída de uma pessoa é difícil as coisas se acertarem e no nosso caso não se acertou. Melhorar a educação é dever de todos, mas isso só pode acontecer com o time completo, unido e organizado, se não for assim sinceramente não dá. Creio ser quase impossível um diretor exercer uma gestão escolar eficaz tendo cinco escolas para administrar. Quando falo administrar, estou me referindo a dar apoio ao professor nas suas atividades, analisando também as suas necessidades, analisar o trabalho do pessoal de apoio e sempre dialogando para que as coisas sempre melhorem; participar efetivamente das reuniões realizadas na escola e de outras reuniões que necessitam da sua presença; ler e se atualizar sempre; resolver questões burocráticas da escola como merenda, matrículas, caixa escolar e outras tantas que cansa fazer enumerações;

Então em minha opinião um diretor com cinco escolas, não tem tempo disponível para fazer nem a metade do que uma escola necessita. Ele será aquele que leva ou manda a merenda e vai uma vez por semana na escola, e em tempos de reuniões de pais ou culminâncias de projetos fica frustrado, pois tem que escolher em qual irá participar. E ainda será visto pela comunidade e por outras pessoas como aquele que nada faz, pois somente estás atitudes não fazem uma escola avançar.

Com essas mudanças o meu trabalho ficou bem mais complicado, e me desmotivei bastante por isso, pois acabei acolhendo para mim responsabilidades que não me cabiam, pois não pude deixar de ajudar. E isso me fez diminuir o ritmo dos atendimentos individuais que estavam indo tão bem, por serem bem aceitos por todos e em muitos casos eu já via os seus frutos em sala de aula. Penei em alguns atendimentos, pois, ainda sou um pouco travada para falar ao outro os seus pontos negativos assim olho no olho, imagino que ao verbalizar nas ACs que devemos planejar, pesquisar e etc, aquela pessoa que não faz isso vai se tocar e perceber que tem que mudar. Mas neste ano evolui nisso também, pois já consegui dizer para muitos que eles precisam melhorar para assim conseguir avançar a aprendizagem dos seus alunos.

Este ano está chegando ao fim e se aproxima 2011 cheio de incertezas no nosso trabalho, mas muita esperança de que as coisas possam estar melhores. Não sei o que estarei fazendo em 2011, mas podem ter certeza que a minha cobrança será muito maior que a deste ano, pois já tenho muitas ideias que quero colocar em prática, se estiver na orientação no próximo ano. Não quero me vangloriar, mas tenho certeza que só cobro aquilo que é necessário para a melhoria da educação e dou o suporte necessário para isso, basta que você que me ouve se interesse em me pedir ajuda e queira mudar a sua prática.

Este fim de ano está muito corrido por conta da elaboração do PPP do núcleo, então não terei tempo suficiente para fazer uma avaliação do trabalho dos docentes, pois isto era algo que já tinha em mente desde o começo do ano. Queria elaborar um texto sobre o desempenho de cada professor para que esse pudesse ver seus pontos positivos e negativos que eu pude perceber durante o ano. Mas como isso não foi possível, peço que cada um faça uma autoavaliação sobre o seu trabalho, pense em sua postura enquanto formador de mentes e conhecimentos, analisando criticamente o seu trabalho. No fundo a gente sabe quais são as nossas deficiências, mas devemos aprender a amenizá-las e não fechar os olhos e fingir que está tudo bem, enquanto os nossos alunos estão com dificuldades na aprendizagem.

Ontem estava lendo uma revista e achei um texto que me chamou muita atenção, pois com ele me identifiquei. Nele uma profissional diz que está muito sobrecarregada de obrigações no seu trabalho e não sabe como vai dar conta de tudo isso até o final do ano e por isso fica muito frustrada. Sua inquietação foi respondida por um especialista na questão empresarial, ele disse que na maioria das vezes a gente desperdiça o nosso tempo em coisas inúteis e acabam nos sobrecarregando. Ele dá dicas de como organizar melhor o seu dia a dia para que o tempo não seja jogado fora, pois como diz a frase inglesa “time is money” ou seja, tempo é dinheiro. O que devemos fazer é PLANEJAR as nossas ações diárias e não deixa-las apenas na nossa memória, devemos escrever e no fim do dia ver o que pode ser colocado em prática. Muitas coisas poderiam ser feitas de maneira diferente se aprendêssemos a planejar e acreditar que isso funciona, seja na sala de aula, ou simplesmente na nossa vida. Se eu tivesse me planejado e colocado como meta fazer o diagnostico de cada professor para o final do ano letivo, com certeza ele estaria pronto em pouco tempo. O ano que vem vou fazer diferente, cobrarei mais de mim, para poder cobrar muito mais de vocês todos.

Espero que todos tenham um ótimo final de ano e que no próximo possamos está aqui novamente para uma nova caminhada.

Atenciosamente, Verônica Andrade

sábado, 11 de dezembro de 2010

Recomeço...



Sumi porque sumir é um jogo de paciência, ausentar-se é risco e sapiência.
(Martha Medeiros)

Retomo a minha caminhada neste blog a partir deste pensamento que tem acompanhado muito nesses últimos dias. Estive meio fora de órbita por um tempo, só queria ser invisivel e descansar de "quase" todos a minha volta. Mas era ruim porque esse "quase" era justamente quem estava longe de mim e isso me deixou imensamente melacólica e confusa.
Fiquei pensando muito na palavra ESPERANÇA e vi que estava vivendo em função dela e de outras que são derivadas desta, como: ESPERAR e DESESPERAR e isso me deixou mais desesperada e decepcionada comigo.
Porque ter esperança quando todas as pistas já te dizem que não dará certo...
Porque esperar por algo que não virá...
Porque se desesperar e crer que a culpa é sua...
Simplesmente não sei o que fazer nos proximos capitulos desta minha vida, cheia de altos e baixos, cheias de atos movidos pela emoção e de outros movidos só pela razão, porque não há o meio termo?
Como usar a emoção sem se entregar por inteiro...
Como usar a razão sem parecer indiferente...
Como negar o que você mais quer...
Como tornar a carne forte se na verdade o que ela mais quer é ser fraca...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quis dizer te amo...

... mais guardei segredo.

Gosto de mistérios e casos mal resolvidos. Gosto de sentir que eles não são importantes e que o fim não irá me abalar, continuar ou terminar tanto faz. Os meus casos amorosos sempre foram tratados como ficadas ocasionais que nunca se tornariam sérias. Mas esse pensamento pequeno sobre relacionamentos escondiam o medo de me envolver e de sofrer.

Hoje, o meu medo não diminuiu, creio que aumentou, mas o desejo de me envolver de verdade, de me entregar inteiramente a um amor surgiu de uma forma incontrolável. Não estou apaixonada!! (ledo engano, tentar enganar a mim mesma!!!!), mas creio que possa ficar se me permitir e me deixar envolver. Só falta saber se o escolhido também quer se envolver...

Sou a indecisão em forma de mulher, pois...
A estabilidade me dá náuseas;
A paciência me deixa nervosa;
A negação me dá mais vontade;
A insistência não me abala;
A impaciência me faz cometer erros;
O desejo me limita.
O impossível me excita;
O provável não me atrai;
O que é diferente pra mim se encaixa perfeitamente;
O orgulho domina a maioria dos meus atos;
Às vezes esqueço-me em favor dos outros;
Às vezes nada faço, e é nesse momento que espero uma atitude do próximo;
Às vezes falo sem pensar;
Às vezes penso demais e nada falo;
Às vezes a distância me deixa mais perto de quem eu quero, pois o carrego mais em meu pensamento. A distância tem o dom deixar o passado sempre perto;
Às vezes a proximidade excessiva me faz querer a distância;
Às vezes sinto vontade de dizer “te amo”, mais guardo segredo, pois não sei se devo e se quero ficar tão vulnerável;
Às vezes quero pedir que vá embora e esqueça que me conhece, mas não tenho coragem;
Às vezes quero dizer que não estou a sua disposição sempre que tiver vontade, mas na verdade queria estar inteiramente a sua disposição, se você também estivesse pra mim.
Às vezes fecho os olhos para relembrar tudo que já vivemos, mas abro rapidamente para não aumentar a saudade que tenho por você;
Às vezes eu queria saber se você pensa em mim como penso em você;
Às vezes eu não queria mais pensar em você, mas não consigo;
Às vezes acordo com um pensamento positivo, creio então que fomos feitos um para o outro e que tudo dará certo;
Às vezes não acredito que iremos nos amar e nos respeitar de verdade;
Às vezes queria tanto te abraçar e dizer que senti saudades, mas o meu orgulho me faz calar;
Às vezes percebo que o meu orgulho me prejudica, mas não consigo abandoná-lo por medo de parecer fraca e boba;
Às vezes relembrando o passado percebo que o orgulho fez com que eu não vivesse muitas coisas boas;
Às vezes quero lutar e fazer de tudo pra gente ficar junto, mas não sei se devo, ou se é isso que você quer;
Às vezes acho que não agüentarei se você não me quiser de verdade;
Às vezes creio que se não de certo, irei agüentar sim, e será melhor resolver logo isso para não me iludir mais;
Às vezes acho que sou louca, na maioria das vezes tenho certeza; como crio situações que fazem eu me envolver mais com você;
Às vezes acho que sou um anjo que veio pra te proteger e te fazer dormir tranqüilo;
Ás vezes só estou esperando uma atitude sua;
Ás vezes tudo depende de uma atitude minha; e então não sei o que faço;
Ás vezes quero te pressionar e pedi, implorar uma decisão: é namoro ou amizade?
Não quero meio termo, mas tenho medo de não gostar da resposta e sentir saudades do meio termo.
Na verdade não estou me sentindo assim às vezes, mas quase sempre depois que deixei você entrar na minha vida e em meus pensamentos.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MEMÓRIA REGISTRO 13/05/2010


Iniciamos o nosso último encontro do núcleo Josefa Penedo com a apreciação de algumas tirinhas do Calvin, uma criança de seis anos, de classe média, que dedica parte integral do seu tempo para infernizar a vida de seus pais, sua vizinha, sua babá, sua professora e, não raro, de seu tigre de pelúcia. Um menininho que possui as preocupações de um adulto, mas as reações de uma criança. Como qualquer criança, ele não leva uma vida diferente das outras: passa as tardes brincando e as manhãs na escola; é difícil para comer; luta para não dormir e para não se levantar da cama (principalmente para ir à escola). A partir de algumas tiras pudemos refletir sobre aspectos educacionais e relacioná-los com as nossas salas de aulas.
Dando continuidade as discussões sobre a realidade da sala de aula, levei o texto “Como fazer da rotina a nossa aliada” e depois de uma leitura compartilhada entre todos os presentes percebemos aspectos importantes que devem ser levando em conta, como o planejamento organizado das aulas, reservar sempre um tempo para estudar, organizar o espaço de sala de aula, trocar ideias com outros professores, etc. Enfim, práticas que fazem o educador sempre estar em evolução e tornando-se cada dia melhor e mais responsável pela educação de nossas crianças.
A Ac prosseguiu com a leitura da memória registro e o recolhimento das memórias individuais. Em seguida partimos para o planejamento da quinzena letiva onde os professores discutiram em grupos e organizaram os conteúdos, objetivos e atividades a serem desenvolvidas em sala de aula.
Finalizei a reunião com a leitura do texto reflexivo “Arrisque mais”, que traz uma mensagem positiva para a nossa vida, que apesar de muitas vezes estar angustiada, não devemos perder a capacidade de sonhar com dias melhores.
Durante esta quinzena de trabalho, pude vivenciar realidades que eu sabia que existia, mas não tinha visto de tão perto. Numa visita a escola Ney Braga, no Muriti, me deparei com uma situação que me deixou muito preocupada. Entrei na sala para ajudar a professora Maria das Neves com a aplicação da prova de história e ao ser solicitada a ajudar um aluno a responder a sua prova percebi que ele tinha dificuldade em reconhecer as letras, e também percebi a sua insegurança em fazer ao escrever palavras. Eu lia a questão e oralmente ele me dava a resposta certa, mas não sabia transcreve-la para o papel. Então comecei a questiona-lo sobre a sua resposta e pedia a ele que me dissesse com que letra começava a palavra que ele queria escrever, ele me dizia letra certa, mais não tinha a segurança para escreve-la sem que eu lhe dissesse que estava correta. Esse caso se repete com muitos outros alunos e isso me angustiou muito, pois é uma muita defasagem na aprendizagem. A professora também está angustiada e me pediu ajuda e por isso na segunda dia 10.05 estive na SEDUC para uma reunião com a coordenadora e uma professora do programa GEEMPA que funciona em algumas escolas da sede do nosso município. Este programa consiste em ajudar os alunos que estão há vários anos em uma mesma serie e não estão alfabetizados. Lá pude conhecer um pouco sobre o programa que trabalhar de forma muito organizada e com atividades contextualizadas para cada nível de aprendizagem da língua escrita. Essa questão do nível é muito importante que o professor conheça, pois só assim poderá interferir adequadamente na aprendizagem do aluno.
Gostaria que cada professor procurasse informações sobre está questão dos níveis: pré-silábico 1 e 2, silábico-alfabético e alfabético para ficar mais informado sobre o assunto. Finalizo este registro com a epígrafe que iniciei a pauta da reunião anterior, pois acha ela pertinente.
“Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.”
Hermann Hesse

terça-feira, 4 de maio de 2010

sábado, 24 de abril de 2010

?????Interrogações ?????



Continuo sem certezas e é por isso que ainda
me deixo envolver por esse encantamento


Vivo em busca de me conhecer mais, pois essa pessoa enigmática, sonhadora, romântica e extremamente racional ( o que já é contraditório!)vive cheia de dúvidas.

Vivo de incertezas, pois são elas que me dão ânimo para ir em busca do novo. Quando tenho certeza sobre algo perco logo o interesse, por que o que me excita, me instiga é a dúvida. Quando ela acaba , tudo perde a graça. O príncipe deixou de ser encantado e se transformou em um sapo feio e previsível. Será que sou normal?

"A vida dá as cartas mas somos nós que decidimos o que fazer com elas."

Concordo com este pensamento, mas sempre me pergunto se sei jogar esse jogo e se as minhas atitudes trarão resultados positivos ou negativos?

A minha vida é cheia de preocupações geradas por coisas que ainda não aconteceram. A minha imaginação tem asas e voa bem alto, ela fica criando continuações para uma cena que ainda não aconteceu e talvez nunca aconteça. Imagino diálogos que nunca vivenciarei, só tem vida no meu consciente e não ouso revelar a ninguém.

Outra coisa que me aflinge é o medo de me envolver em um relacionamento amoroso. Medo de dizer sim. Medo de dizer não. Medo de dizer sim e depois perceber que só era uma atração passageira. Medo de dizer não e perceber que estava completamente apaixonada. Medo de dar uma chance aquele cara legal e depois se arrepender. Medo de dar uma chance a alguém que não gosta de mim como mereço. Medo de abraçar e não querer mais largar. Medo de largar e não poder mais abraçar. A lista dos meus medos cresce a cada dia, mais não impedem que eu siga a minha vida de cabeça erguida e também de ser feliz com pequenos, mais significativos acontecimentos.

Tenho tanto medo porque vivo de incertezas. E pior que a certeza só a dúvida de que as coisas poderiam ter dado certo se tivesse tentado, se tivesse me entregado sem medo. Mas a vida não permite ensaios e o medo de errar chega a paralisar por instantes as minhas ações e acabo ficando passiva a espera de uma atitude do meu semelhante. 

Há também o medo de decepcionar as pessoas que estão ao meu redor com as minhas escolhas repentinas. Tenho medo também de estar sempre achando que o pior irá acontecer "enquanto o melhor passa" como diz o poeta Carpinejar.

Sigo com os meus medos, pois eles são necessários para me dar um pouco de lucidez(mas só um pouco mesmo, rsrs), mas tenho que aprender a controla-lo para que ele não me guie completamente.

Para finalizar deixo-lhes as palavras de um dos meus poetas preferidos, Fabrício Carpinejar ( poeta contemporâneo) que tem pensamentos fantásticos.
"Não me deixe viver o que posso, que me seja permitido desaprender os limites."

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mosaico da Educação: Faça a sua parte!!



Daquilo que sei

Daquilo que sei
Nem tudo me foi permitido
Nem tudo me deu certeza

Daquilo que sei
Nem tudo me foi proibido
Nem tudo me foi possível
Nem tudo me foi concebido

Não fechei os olhos
Não tapei os ouvidos
Chorei, toquei, provei

Ah! Eu usei todos os meus sentidos
Só não lavei as mãos
E é por isso que eu me sinto
Cada vez mais limpo.

(Ivan Lins)



Fazer educação em nosso país está cada vez mais difícil, porque a sociedade não preza mais pelos valores éticos que sustentam as relacoes entre os homens. Cada dia que passa vemos o descaso com a educação desde a família que não dá aos seus filhos os ensinamentos necessários e a escola que não consegue transmitir os conhecimentos por que não tem domínio com os alunos, que estão cada vez mais indisciplinados e desinteressados.
Não tenho interesse de analisar quem é o maior culpado para a situação chegar a esse estado, mas devemos criar estratégias para tentar amenizar esses estragos que atingem todos sem exceção. Os jovens não nascem com o sonho de serem marginais, isso é o que a sociedade impõe a eles quando lhes negam os direitos constitucionais. Um país só cresce de verdade, só diminui a sua violência, a marginalidade, o uso de drogas, se valorizar a educação, principalmente a inicial, pois é lá onde se criam os mais fortes valores éticos, quando ainda se é criança. Depois de adulto fica muito mais difícil, quase impossível.
Como diz o poema cada um de nós deve fazer a sua parte, a família educando seus filhos desde o berço e a escola melhorando cada vez mais a sua forma de ensinar. Não vamos lavar as nossas mãos para a situação que nos é apresentada, pois nesse caso a limpeza denota omissão e descaso, e no final você estará imundo, impuro.
Tarefa nada fácil essa, mas vamos pelo menos tentar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Pensamento do Dia


"Nunca trate com prioridade quem te trata como opção."


Nada pior do que se envolver com alguém que não está envolvido de verdade com você. Por isso não quero mais nada pela metade, se não me trata com prioridade, não me desespero, apenas procuro alguém que me veja como sou e que goste mesmo assim(em qualquer situação)e nas somente nos momentos mais oportunos.

Sou quero ter a opção de ser feliz sempre!!!

Confiar ou não confiar? Eis a Questão!


Confiar é uma simples palavra mais traz consigo muitas revelações e frustrações.
Porque é tão difícil acreditar nos outros, acreditar que aquilo pronunciado pela boca é igual ao que se sente lá no fundo do coração?
É tão bom ter a certeza de que se pode confiar inteiramente em alguém, mais isso hoje em dia está cada vez mais complicado.
Quando se trata de relacionamento amoroso, normalmente essa incerteza aparece. E quando isso acontece fica muito difícil a convivência.Mas nós somos seres racionais que agimos como irracionais (na maioria das vezes) pois,mesmo não acreditando nas palavras do nosso "semelhante" continuamos a nos relacionar com ele e vamos por vontade própria caminhar por um caminho desconhecido onde poderemos nos perder definitivamente.
O que fazer para voltar atrás se já estamos no meio do caminho?
E como controlar a curiosidade de saber o que há depois do abismo distante?

Direções


Vínhamos em direções opostas
e nos encontramos a beira
de um precipício. Pulamos?
não importa se me respondes
sim ou não, de qualquer
modo morreremos neste dia
para talvez ressuscitarmos
em uma nova vida.

Verônica Andrade

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mulher de fases




"Se me olhando desse jeito
Ela me tem na mão, meu filho aguenta
Quem mandou você gostar
Dessa mulher de fases?
Complicada e perfeitinha
Você me apareceu
Era tudo que eu queria
Estrela da sorte
Quando a noite ela surgia
Meu bem você cresceu
Meu namoro é na folhinha
Mulher de fases"

...........T...E...M...P...O...........




Tempo é mesmo o mestre mais sábio. A gente passa por vários sofrimentos na vida que acha que não vai suportar, mas vem o senhor tempo, aquele velhinho que parece não poder fazer não para nos ajudar e simplesmente cicatriza a maioria das nossas feridas. Algumas ele apenas satura o sangue para que ele não jorre, mas mesmo assim nos mostrar que devemos ser mais fortes do que qualquer dificuldade que atravesse o nosso caminho.

OH! Vida!! as vezes queremos sumir por um tempo para ver se a gente faria falta mesmo. Será que aquela pessoa que a gente tanto deseja sentiria a nossa falta? Ou será que ela não notaria a nossa ausência? O tempo pode curar as nossas feridas, mas não dá as respostas a todas as nossas perguntas ( que são muitas por sinal, rsrsrsrs!!!).

Continuamos a nossa caminhada em busca de algo que nem sempre sabemos como descrever (na verdade dificilmente sabemos!), mais não importa, li certa vez que a sanidade é a maior das prisões, não devemos sempre ter um motivo para fazer algo, fiz por que estava com vontade, porém não consigo definir com palavras o motivo de tal devaneio...

CARPE DIEM.............CARPE DIEM.............. CARPE DIEM

MEMÓRIA REGISTRO 13/04/2010




Na nossa última AC realizada no dia 29/03/2010 nós dedicamos a discutir sobre a temática da mudança que sempre ocorre em nossa profissão. A cada ano encontramos novos desafios, novos medos e também criamos novas esperanças de que no final tudo se resolva e que traga um novo e bom começo.
Cada professor carrega consigo uma bagagem de experiências e conhecimentos construídos ao longo de sua vida profissional e pessoal. Mesmo não tendo consciência o conteúdo desta bagagem forma e transforma sua maneira de aprender.
Para refletirmos sobre esse tema, assistimos ao vídeo “Quem mexeu no meu queijo?”, onde os quatro personagens imaginários dois ratos Sniff e Scurry e dois duendes Hem e Ham que vagam em um labirinto em busca de seu alimento, o queijo, mas em um determinado momento o queijo armazenado acaba e eles têm que se aventurar por caminhos diferentes em busca de sobrevivência. Os personagens descritos nesta história têm a intenção de representar as partes simples e complexas de nós mesmos, independentemente de nossa idade, sexo, raça ou nacionalidade. Às vezes podemos agir como SNIFF que percebe a mudança logo, ou SCURRY que sai correndo em atividade, ou HEM que rejeita a mudança, resistindo-lhe, assim como teme que ela leve a algo pior, ou HAW que aprende a se adaptar a tempo, quando percebe que a mudança leva a alguma coisa melhor! Quaisquer que sejam as partes de nós que escolhemos utilizar, todos nós dividimos algo em comum: a necessidade de encontrar nosso caminho no labirinto e ser bem-sucedido em períodos de mudanças.
Ensinar é uma tarefa que exige muito compromisso e vontade de sempre nós tornarmos mais aptos a suportar e superar as adversidades que ocorrem no dia-a-dia do nosso oficio. Todos devemos nós sentir como seres incompletos que necessitam buscar sempre algo para chegarmos mais perto da perfeição, apesar de saber que ela não existe. Devemos também estar preparados para as mudanças que certamente ocorrerão na nossa vida profissional e pessoal.
O encontro prosseguiu com a leitura das memórias individuais e em seguida foi feita a leitura compartilhada do texto Todas as crianças são bem vindas a escola, onde podemos discutir sobre a temática da inclusão que sempre nos deixa com muitas dúvidas de como agir em sala de aula com alunos especiais e que necessitam de um tratamento especializado em conjunto com escola. Também ficamos muito preocupados com o caso da aluna Jéssica (na sala de 5º ano Iracy Moura) que não fica em sala de aula e ainda bate nos colegas. Tem dias que ela está mais calma, mais em outros fica muito agitada e atrapalha muito as aulas. Até o atendimento individual que é realizado na escola, fica complicado de ser feito, pois ela quer está lá mexendo nos livros e quando não deixamos ela entrar ela bate na grade, empurra as portas. Mas quando a gente dá atenção a ela fica tudo melhor, mais como dedicar toda a atenção somente a ela? Há muitas dúvidas sobre essa questão.
Sempre procuro planejar as reuniões do meu Núcleo pensando nas em amenizar as dificuldades que os meus professores me dizem que estão vivenciando em sala de aula. Por isso pensei em trabalhar a inclusão neste encontro por causa de uma conversa que tive com a professora Benícia que relatou que percebia em sua turma uma rejeição por partes dos alunos a uma aluna especial, não a tratavam com respeito e se recusavam tocá-la ou simplesmente sentar ao seu lado. Apesar dessa educadora sempre conversar com os alunos sobre essa questão de respeito ao próximo e que todos nós somos diferentes uns dos outros, ela não viu muito resultado.
Então depois de fazermos a leitura do texto “O verdadeiro valor” onde é relatado que cada pessoa tem seu valor e que deve ser respeitada por isso, pedi que os professores divididos em dois grupos expressassem de uma maneira criativa o texto lido. Porém, cada grupo enfrentaria uma dificuldade para realizar esta tarefa. O primeiro grupo deveria fazer uma pintura, mas para isso não poderiam usar as mãos. E o segundo grupo deveria fazer uma mímica já que não poderia falar.
Vejo em meu grupo de professores, pessoas que querem aprender sempre, mas acho que deveriam se abrir mais nas reuniões expondo as suas opiniões e trazendo as atividades que deram certo em sua turma, para que assim pudéssemos interagir mais uns com os outros.
Espero que se guiem em suas próprias palavras, que retirei das memórias individuais entregues nas últimas reuniões. Volto a falar que as memórias são imprescindíveis para o nosso trabalho, pois elas se tornam documentos importantes sobre a vida de cada sala de aula. Por isso peço que todos façam escrevam e procurem sempre se aperfeiçoar mais, pois é escrevendo que se aprende a escrever, não há outra forma.

“Nós professores temos muito que aprender, estudar, interagir com outras pessoas pra que isso venha a aprimorar os nossos conhecimentos e isso serve também para a escola como um todo, pessoal de apoio, direção e professores.”

“Essa nova experiência possibilitou-me rever praticas pedagógicas que requer uma linguagem mais simples para se adequar ao público alvo.”

“A compreensão, o incentivo e o carinho dos meus colegas bem como de todos os sujeitos partícipes da comunidade escolar, serviram para que eu me sentisse segura e adaptada ao novo ambiente.”

“No entanto aprender é algo que nunca deixarei de buscar, pois diariamente aprendemos e ensinamos algo.”

“Juntos aluno e professor conseguiremos desenvolver um trabalho de cooperação, sempre dialogando conseguiremos atingir nossos objetivos.”


Volto a falar que as memórias são imprescindíveis para o nosso trabalho, pois elas se tornam documentos importantes sobre a vida de cada sala de aula. Por isso peço que todos façam escrevam e procurem sempre se aperfeiçoar mais, pois é escrevendo que se aprende a escrever, não há outra forma.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Filosofia de Vida



Todos nós deveríamos seguir esta filosofia, pois assim seriamos mais felizes. Vamos aprender a cada dia e que sabe a gente chegue lá.

Simplesmente, EMOCIONANTE.



São textos fascinantes que demonstram que nós mulheres não somos o sexo frágil sempre, nós temos a capacidade de sermos fortes como o AÇO e frágeis como as FLORES diante dos acontecimentos que nos deparamos ao longo das nossas vidas.

Leiam e se emocionem como eu me emocionei. Vale a pena!!!

E depois vocês irão pensar muito em todas as atitudes que estão tendo diante da sua vida.

Encontro com os professores

Memória Registro

Neste último sábado tive o meu primeiro encontro com todos os professores do Núcleo Josefa Penedo,ou seja foi realizada a minha primeira reunião pedagógica deste ano. A principio estava apreensiva, como o seu resultado.

Iniciei a reunião coma oração do Pai Nosso, a fim de nós dar mais força e fé no nosso trabalho enquanto formadores de cidadãos. Em seguida realizei a dinâmica Jogo dos bilhetes, onde os professores foram dispostos em um círculo, lado a lado, voltados para o lado de dentro do mesmo. Depois grudei nas costas de cada integrante um cartão com uma frase diferente. Terminado o processo inicial, os professores deveriam circular pela sala, ler os bilhetes dos colegas e atendê-los, sem dizer o que está escrito no bilhete. Todos deveriam atender ao maior número possível de bilhetes. Após algum tempo, todos deveveriam voltar a posição original, e cada educador deveria tentar adivinhar o que está escrito em seu bilhete. Então cada professor deveria dizer o que está escrito em suas costas e as razões por que chegou a esta conclusão. Caso não tenha descoberto, os outros integrantes devem auxiliá-lo com dicas. O que facilitou ou dificultou a descoberta das mensagens? Como esta dinâmica se reproduz no cotidiano?

Essa atividade além de ter sido prazerosa, também traz uma mensagem muito bonita sobre a solidariedade que devemos ter com o próximo, auxiliando a descobrir coisas que não são visíveis para ele. Ajudar ao próximo a progredir e a conhecer outras formas de melhorar a sua prática pedagógica.

A reunião prosseguiu com a discussao sobre os principais pontos elencados no Plano de Ação do núcleo e depois construimos o Plano da I Unidade. Finalizei com a leitura do texto "As Pessoas", que é bem simples, mas traz uma mensagem muito marcante para pensarmos melhor sobre os relacionamentos entre as pessoas.
Leia-o abaixo

TEXTO REFLEXIVO: AS PESSOAS

Há poucos dias assisti algo emocionante. Vou contar a vocês: Fui procurar uma amiga, professora primária, após o seu horário de aulas, e parei à porta da sala, porque vi que ela conversava com um menino, que reclamava muito dos colegas e por isso não tinha amigos.
Ouvi o garoto dizer:
– E não suporto o Francisco, ele é exibido e orgulhoso só porque o seu pai tem mais dinheiro que os nossos. – Mas ele é alegre e participativo, falou a mestra.
– E a Cininha? Parece que tem o rei na barriga. Tá certo que ela ajuda as colegas mais atrasadas a fazer suas lições, mas é chata. O Sebastião vive se exibindo, só porque ele é o mais forte da classe.
– Lembre-se que ele salvou duas colegas que estavam sendo assaltadas, arriscando a própria vida, argumentou a professora.
– Mas é exibido! Disse o menino.
– A classe tem 40 alunos e a escola quase mil, disse a mestra, e você não tem ninguém de quem goste?
– Não dá professora. Eu não suporto gente fingida, egoísta, orgulhosa...
– Mas ninguém tem nada de bom?
– Tem sim, professora, mas tem muita coisa ruim também.
A mestra pediu que ele a acompanhasse, pegou um pouco de açúcar na cozinha e um pouco de areia no pátio. Foram até o fundo do quintal, onde ela misturou o açúcar cristal com a areia e colocou perto de um formigueiro. Depois de alguns minutos uma formiga descobriu o açúcar e avisou as demais. Em pouco tempo fizeram um carreiro e a professora deu uma lente de aumento ao menino, que surpreso percebeu que as formigas carregavam apenas os grãos de açúcar, desprezando a areia.
– Todas as pessoas são como esse montinho de areia misturado com açúcar, disse a mestra; sejamos sábios como as formigas.
Professores e professoras, especialmente os que lecionam para crianças; vocês são os construtores da paz, e nós somos gratos por isso.

Retirado de http://anjonegrogoias.blog.uol.com.br/ em 07/03/2010

Adorei o encontro, pois os professores se mostraram participativos e interessados em contribuir com a melhoria do ensino no nosso núcleo. Espero que as coisas por aqui se tornem cada vez melhores.

Obrigada a Todos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Indagações


Me incomoda sentir que não sou boa o bastante para certas pessoas.

Odeio quando pequenas coisas me magoam, que de tão minúsculas eu não deveria sequer percebe-las. No fundo a pessoa nem percebeu o quanto me decepcionou, pois nem todos tem o dom de compreender o outro apenas olhando nos seus olhos. As vezes nem sequer olham nos olhos ao falar com você, elas procuram fixar o olhar em qualquer outra coisa menos em você. Esse tipo de pessoa fala com você, mas é como se não falasse, o dito fica como não-dito e brincadeiras a parte vai levando-se a relação.

O tempo passa e novos conflitos existenciais surgem, mais os antigos e mal-resolvidos ainda afligem e gritam pedindo por atenção.

"Esperar é desesperar" li certa vez e decide que não esperarei mais por algo tão sem sentido e monótono. Correrei em busca de algo que traga aquela aventura que dá medo, mas que também excita, daquela paisagem que apesar de sombria esconde uma beleza imensurável.

Só me falta descobrir se estou no caminho certo, mas isso só saberei se por ele der os meus primeiros passos.

Pensamento do dia



É mais fácil construir um menino do que consertar um homem.
(Charles Chick Govin)


Isso é a pura verdade.
Era bom se cada pessoa percebesse isso antes que fosse tarde.
Se a família buscasse educar o seu filho em casa, dando limite e carinho.
Se o professor na sala de aula se comprometesse mais e mais com a causa da educação.
Tarefa difícil neste novo mundo que parece estar virado de cabeça para baixo.
Difícil, porém não impossível.
Só tentar, tentar e mudar de estratégias se necessário!!!!!

AVANTE GUERREIROS!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia


" Não há castigo infinito. Não há dor infinita. Um dia a gente termina para começar, começa para terminar, refaz o percurso como se nada tivesse acontecido antes.

Trecho da Crônica "Chapéu de Recados" retirado livro O Amor se esquece de Começar, de Carpinejar

[A gente sabe que isso é verdade, mas cada sofrimento parece mais forte do que o anterior. Achamos que não vai passar, mas passa e depois a gente fica se achando uma boba por ter sofrido tanto por alguém que não te deu valor. Um dia quem sabe a gente aprende com as perdas e as desilusões.]

Amigas!!!!

Ao professor com carinho



“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.”
Carlos Drummond de Andrade


Este pensamento é fabuloso, pois é isso mesmo que acontecesse, quando está chegando o final do ano todo mundo fica contando os dias para que ele acabe para que depois venha um ano novo e diferente do anterior. Parece que acontece uma mágica do dia 31 de dezembro para o dia 01 de janeiro, pois a nossa esperança de dias melhores, mais felizes estão chegando e que também os nossos sonhos estão mais próximos de serem realizados.

Chegamos ao final de mais um ano e é nesse momento que devemos pensar sobre tudo que fizemos ou deixamos de fazer. Para mim este ano trouxe muitos ensinamentos, sinto que cresci como profissional e também no pessoal. Cada um de vocês contribuiu para que isso acontecesse e por merecem o meu apreço.

A cada encontro pude trazer um pouco do que aprendi nesses quatro anos de prática enquanto professora, sei que poderia ter feito mais e melhor, mais podem ter certeza que procurei todos os meios que estavam ao meu alcance para ajudar-los a amenizar as dificuldades encontradas no dia a dia escolar. Peço desculpas aqueles que não consegui dar o devido atendimento, e saibam que sempre me culpo por isso. Agradeço também aqueles que sempre me pediram ajuda, pois foi a partir disso que busquei me aperfeiçoar para ajuda-los, e aprendi muito com isso.

Apesar de gostar muito de desempenhar esta função, senti muita falta de uma sala de aula, de planejar e colocar ideias em prática com os meus alunos. O momento que mais senti falta foi no dia dos professores onde sempre recebia muitos bilhetes e cartas, pois as crianças não sabem disfarçar o que sentem, quando gostam demonstram. A falta de ter alunos só não foi maior porque os alunos de todos vocês eu também sentia que eram um pouco meus também. É esse é o motivo do trabalho da orientação ser muito complexo, pois me preocupava com todos eles e não com uma só turma.

Espero que possa ter contribuído pelo menos um pouco para a formação profissional de vocês e aquele que não se sente bem com esta profissão, pense bem, pois ela deve ter paixão de ensinar e aprender, não se é professor somente na sala de aula. Não deve ser professor aquele que não busca o aperfeiçoamento por meio da pesquisa, aquele que não tem a casa cheia de livros e quando esta planejando tudo parece uma bagunça, aquele que não vai para a escola carregado de livros ou sem ideias na cabeça, aquele que não planeja a sua aula e confia no improviso, aquele que só trabalha por um salário e quando ele não vem corretamente desconta nos alunos. Por isso seja sincero com vocês e respondam a essa pergunta: Por que eu decidi ser professor (a)? Eu não me via nessa profissão, cai de pára-quedas, mas agradeço a Deus por isso, pois nela eu me realizo, apesar de seus altos e baixos é muito bom ver quando a gente conseguiu fazer uma criança aprender algo.

Para refletirmos sobre o nosso papel enquanto educadores, relato-lhes uma história que li há algum tempo atrás. Duas garotinhas de dez anos de idade conversam sobre o que querem da vida. A primeira orgulhosa, nem pensa duas vezes: Quero ser médica! A segunda diz e eu quero ser professora! Só isso retrucou a menina, com certa arrogância. A amiga nem se abalou: E você acha que vai se tornar médica como? Tendo um monte de professores. Oras.

Este diálogo simples, mas que se repete entre milhares de crianças todos os dias, revela aquilo que estamos acostumados a sentir na própria pele: o descaso com o oficio do professor, que hoje possui uma imagem bastante desgastada por causa das varias transformações que ocorreram na educação e em outros segmentos da sociedade, como a família e a religião. Todas essas transformações deixam o papel do professor ainda mais difícil, pois esta profissão não tem o seu devido valor reconhecido.

Devemos sempre homenagear este profissional o qual chamamos de mestre e dizer-lhe que o seu papel é imprescindível para melhorar a sociedade em que vivemos. Essa mudança não será instantânea e não depende só dele, mas ao fazer a sua parte, já é um passo a mais nessa luta cheia de pressões e tensões.

Fechem os olhos e pensem como gostariam de ser lembrados pelos seus alunos daqui a alguns anos? A lembrança – se existir – será positiva ou negativa? Ao refletir sobre essas questões imagine como será o seu futuro profissional e como estarão os seus alunos? Será que os ensinamentos serão importantes para sua vida futura? Não digo somente “conteúdos”, mas também o ensino de atitudes e posturas perante a sociedade.
Não devemos ensinar o faça o que eu digo, não faça o que o faço, pois se ensina pelo exemplo, se o aluno vê uma escola onde seus funcionários trabalham frustrados, com raiva uns dos outros como eles irão criar hábitos de amizade com os colegas. Devemos ser éticos com nossas palavras e com as nossas ações, pois um simples olhar às vezes transmite mais que varias palavras pronunciadas.

Apesar de todas as dificuldades que encontramos vamos tentar fazer o melhor, buscar os momentos bons que existem na nossa profissão. E como dizia Fernando Pessoa: Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Então aos professores de almas enormes, aqui vai o meu muito obrigado por nos ensinar a viver.

Vamos agora volta as nossas atividades educativas.
Bom ano letivo para todos.
Sucesso!!!!!

Pensamento do dia



Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.
Cecília Meireles

Vida complicada!!! As vezes a gente pensa que tem tudo para torná-la fácil de ser vivida, então surge as surpresas para te mostrar que viver não é nada fácil. Mas é isso que nos dar força, pois a calmaria enjoa, bom mesmo é a tempestade.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Relembrando Florbela Espanca


No final da minha faculdade de Letras, fiz juntamente com minha colega Benta o TCC sobre as poesias de Florbela Espanca. Para isso estudamos muito sobre a vida desta escritora tão atormentada, vivendo a incessante busca de ser amada verdadeiramente. Trago a vocês leitores amigos um dos poemas que mais gosto:


Amar!


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Leiam, Carpinejar!!


MEDO DE SE APAIXONAR
Fabrício Carpinejar


Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.
Fabricio Carpinejar

Crônica do livro O amor se esquece de começar

[ Ah! Texto divino... é exatamente isso que a gente sente antes de se entregar a uma paixão, a mente se corroi em aflições, dúvidas, mas no fundo você se sente feliz em meio ao caos que está dentro de você. ]

Visível e invisível



Não sei se isso só acontece comigo, ou se é comum. As vezes passo por determinado lugar e não presto atenção nas imagens que ali estão, nenhuma me chama atenção, parece que tudo está visível, mas você não vê nada. Neste momento os seus olhos não querem vê, não sente o desejo de admirar aquela paisagem ou aquela pessoa.
O tempo passa e como mágica abre-se a cortina do seu olhar e você visualiza o que antes não via, o que não dava importância.
As vezes fico tentando imaginar como seriam determinadas imagens há anos atrás e nada vem a minha mente, só lembro do presente e nada mais. Não há nada no passado distante para lembrar, estava tudo encoberto por outros acontecimentos.
Cheguei a conclusão que a distância entre o visível e o invisível está na nossa vontade de ver determinada cena posta a frente dos nossos olhos.

Leia e identifique-se



Esta imagem me fez imaginar uma coisa e me perguntar se almas gêmeas existem ou se isso é apenas conto de fadas.
E a dúvida persiste, pois a maioria dos relacionamentos são frios e não parecem verdadeiros, é como se apenas eles se aguentassem pelo medo de ficarem sozinhos. O medo da solidão é pavoroso, acho que muitas pessoas não conseguem ficar sozinhos, a sua própria companhia é enfadonha. Acho que esse tipo de pessoa não faz bem a ninguém.
Ainda não me bateu o medo da solidão, mas as vezes me pergunto se a pessoa certa existe, será que existe a tampa da panela, ou será que algumas foram feitas para não terem tampa. Por que tem que ser tão difícil encontrar a pessoa certa? E por que as vezes a gente encontra e ela não nos atrai? O que é certo e errado?

Perguntas e mais perguntas perambulam dentro de mim.

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia



Aprendi a adorar e admirar o escritor Fabricio Carpinejar, ele consegue emocionar com poucas palavras.
Leiam e sintam!!


Já ouvi que coragem é olhar nos olhos, não acho, coragem é olhar fixamente a boca à espera de uma palavra ou de um beijo. (Carpinejar)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ei, amigos!



Para todos os meus amigos, pois sem eles nada seria.

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morresse todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre." Vinicius de Moraes

Dicas para uma boa educação



Este texto que foi escrito pelas três há uns quatro anos quando estávamos iniciando a faculdade de Letras. E as escritoras iniciantes são Letícia, Ana Paula e eu. Estava arrumando uns papeis e acabei encontrando e resolvi postar no meu blog como forma de homenagem as minhas eternas colegas que admiro tanto. E também para diminuir um pouco a saudade da galera inesquecível da faculdade. Beijos a todos.



Os profissionais da educação brasileira estão cada mais distantes de saciar a sua fome por uma educação verdadeira, sem máscaras nem hipocrisia. Alguns já perderam a vontade de buscar alimentos que contribuam para a sustentação desse "corpo educativo". Esses alimentos tem nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento e cabe ao professor continuar persistindo na mudança e acrescentando ao seu cardápio alimentos renovadores.

Então para conseguir uma educação saúdavel se faz necessário uma dieta balanceada. A seguir veja alguns itens que o ajudaram nessa dieta, mas como cada individuo tem suas particularidades, cabe a você adaptá-la ao seu modo de vida.

1. Compreensão: Fundamental para boa convivência em grupo.

2. Criatividade: Tem o poder de diversificar qualquer ambiente.

3. Paciência: Serve para lembrar que nada acontece antes da hora.

4. Sabedoria: Este alimento serve para mostrar que todos do grupo podem contribuir para o bom funcionamento do 'corpo educacional".]

5. Dedicação: Traz o sentido de renovação e faz o profissional se reconhecer como peça indispensável e também aprender a se valorizar.

6.Amor: Este é o principal alimento e aliado aos demais produz melhoras contínuas.

7. União: Fará o educador perceber o quanto é importante agir em conjunto em busca do bem comum.

Existem outros alimentos que contribuirão para o bom equilíbrio da educação, mas cabe a cada educador perceber a sua realidade e a necessidade desses alimentos em sua dieta.

Porém, existem alimentos nocivos que enfraquecem e prejudicam a educação, provocando doenças graves e difíceis de curar. Por isso afaste-se deles.

1. Mau-humor: O seu poder é assustador, fazendo mal a você e aos outros que estão ao seu redor.

2. Preguiça: Tornará a sua prática monótona e cansativa.

3. Egoísmo: Deixará você individualizado demais.

4. Discriminação: Fechará os seus olhos para a beleza da diversidade humana.

5. Alienação: Fará você seguir um modelo pronto e acabado.

A partir dessas dicas cada educador criar uma forma adequada para ajudar a melhorar a saúde da educação.

(Ana Paula, Letícia e Verônica)

Profissão Professor II

Alfabetizar não é só ensinar a ler e a escrever mecanicamente, mas ensinar o outro a ver e ler o mundo de uma forma diferente. É difícil, ver alguém ser tão bom ao lidar com as palavras na oralidade e não saber ler e escrever é como se não enxergar-se direito. Lembro-me agora da minha Madrinha Dede que sempre conta a história de um menino que não sabia ler, e no primeiro dia que foi a escola aprendeu a letra A e ao retornar para casa via em todos os lugares nas ruas a letra A e se perguntava quem pintou tão rápido todas essas letras enquanto ele estava na escola, e a cada novo dia de aula uma nova letra ele conhecia. Ser professor é muita doação, que exige de nós respeito e valorização do outro como um ser humano que merece o que de melhor possamos dar. Vamos agir agora, pois como diz Paulo Freire: “O futuro não é uma coisa escondida na esquina, o futuro a gente constrói no presente.” E para isso não é preciso ações grandiosas, mas pequenas e duradouras.

>Para finalizar deixo para vocês as palavras de um mestre:
“Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo descuidado, corre o risco de se amofinar e já não ser testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste”.
Paulo Freire

Destino



Será que essa coisa de destino existe mesmo. Será verdade que toda a nossa vida já está traçada, escrita em um papel e nada pode modificá-la?

É difícil saber se o que aconteceu hoje foi por acaso ou se já estava reservado para acontecer na nossa vida. As vezes atribuímos ao destino a culpa por nossas escolhas erradas, dizemos que não tivemos como fugir, pois já está premeditado.

Gostaria de saber como seria a minha vida se tivesse apostado e lutado pelo primeiro amor, se tivesse seguido outra carreira, ou me formado em outro curso, ou se tivesse saído da casa dos meus pais para estudar num lugar distante, ou se tivesse aceitado as propostas decentes feitas pelo homem "certo".

A minha vida é cheia de "se", mas a de quem não é? seguimos um caminho, mas sempre fica a dúvida de como teria sido se tivéssemos tomado a direção oposta. Enquanto não encontro respostas continuo com as minhas perguntas...

Desejo, dar pra disfarçar?



O olhar do amante continua sendo importante, mas não se trata mais de um eu que depende do outro para existir. Tem-se, agora, um ser feminino decidido, lúcido, consciente, sujeito de suas atitudes. O outro finge que não o olha, mas, seu “olhar fugidio” não se sustenta diante dele. Segundo Marilena Chauí (2006) o olhar é capaz de trazer à tona os sentimentos da alma humana. Desse modo, pode-se conceber que o amado não corresponde ao olhar feminino para não se expor.

Em contrapartida, o eu-lírico possui em seu olhar uma percepção capaz de interpretar os sentimentos do outro através da permuta de olhares, olhar este que não se mantém passivo diante da realidade, pois sente-se desejado e por isso,desafia o outro a olhá-lo, enquanto que o eu-lírico de outros poemas aqui analisados, mostra-se passivo, descreve, se encanta, admira seu Alentejo, contempla o amante, fazendo dele a razão de sua existência. Mas, aqui não há somente a contemplação, há também uma descoberta dos defeitos do outro (que não tem atitude).

Esse olhar é o que desde sempre exprime e reconhece forças e sentimentos internos, tanto no próprio eu-lírico, que deste modo se revela, quanto no ser masculino, com o qual estabelece uma relação conflituosa. O olhar “saltitante” do amante, apesar de não fixar-se, é percebido. Note-se que esse olhar já não transmite a indiferença que tanto angustiava o eu-lírico de outros versos. Ele transmite o desejo. Nesse sentido, Alfredo Bosi (2006, p. 78) afirma que:


O olhar conhece sentindo (desejando ou temendo) e sente conhecendo. Está implantado na sensibilidade, na sexualidade: sua raiz mais profunda é o inconsciente, sua direção é atraída pelo imã da intersubjetividade. O olhar condensa e projeta os estados e os movimentos da alma. Ás vezes a expressão do olhar é tão poderosa e concentrada que vale por um ato.

Olhares


Algo que sempre me impressionou foi a temática sobre o olhar e a visão. Isso é algo que me fascina e foi por isso que utilizei este tema para concluir a minha faculdade. Fiz um artigo sobre o olhar cujo o tema era O olhar em Florbela Espanca:Angústia e serenidade. Aqui está uma pequena amostra:

A poesia de Florbela é marcada por uma constante incompletude e pela procura do amor absoluto. Isso coloca o eu-lírico, assumidamente feminino, como uma espécie de “escrava louca”, condenada a passar a vida envolvida nesta procura. A obsessão em encontrar o objeto de desejo torna-se uma justificativa para a própria existência. Essa situação pode ser vista de forma intensa nas palavras do eu-lírico, pois é ele “o seduzido que se expressa na poesia, na literatura” (KEHL, 2006, p. 411).
A troca de olhares é representada como forma de expressão de sentimentos existenciais vivenciados, uma vez que o olhar sintetiza e revela os estados e os movimentos da alma: “Os olhos são indiscretos; / Revelam tudo que sentem, / Podem mentir os teus lábios, / Os olhos, esses, não mentem”. (ESPANCA, 1996, p. 32).

O olhar é muito mais do que uma função fisiológica, é uma linguagem forte e carregada de sentido que provoca alterações decisivas na vida. Por isso, a importância atribuída ao olhar do outro é muito presente nos versos da autora. Em poemas a exemplo de Súplica (II), As Quadras dele (I), e Desdém, apresenta o olhar como “janela da alma e espelho do mundo ”. Ele se torna meio pelo qual o eu-lírico percebe os sentimentos do outro, e a partir das experiências visuais, surgem os estados de angústia ou/e serenidade. Vê-se o poema Súplica (II):


Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.