Na nossa última AC realizada no dia 29/03/2010 nós dedicamos a discutir sobre a temática da mudança que sempre ocorre em nossa profissão. A cada ano encontramos novos desafios, novos medos e também criamos novas esperanças de que no final tudo se resolva e que traga um novo e bom começo.
Cada professor carrega consigo uma bagagem de experiências e conhecimentos construídos ao longo de sua vida profissional e pessoal. Mesmo não tendo consciência o conteúdo desta bagagem forma e transforma sua maneira de aprender.
Para refletirmos sobre esse tema, assistimos ao vídeo “Quem mexeu no meu queijo?”, onde os quatro personagens imaginários dois ratos Sniff e Scurry e dois duendes Hem e Ham que vagam em um labirinto em busca de seu alimento, o queijo, mas em um determinado momento o queijo armazenado acaba e eles têm que se aventurar por caminhos diferentes em busca de sobrevivência. Os personagens descritos nesta história têm a intenção de representar as partes simples e complexas de nós mesmos, independentemente de nossa idade, sexo, raça ou nacionalidade. Às vezes podemos agir como SNIFF que percebe a mudança logo, ou SCURRY que sai correndo em atividade, ou HEM que rejeita a mudança, resistindo-lhe, assim como teme que ela leve a algo pior, ou HAW que aprende a se adaptar a tempo, quando percebe que a mudança leva a alguma coisa melhor! Quaisquer que sejam as partes de nós que escolhemos utilizar, todos nós dividimos algo em comum: a necessidade de encontrar nosso caminho no labirinto e ser bem-sucedido em períodos de mudanças.
Ensinar é uma tarefa que exige muito compromisso e vontade de sempre nós tornarmos mais aptos a suportar e superar as adversidades que ocorrem no dia-a-dia do nosso oficio. Todos devemos nós sentir como seres incompletos que necessitam buscar sempre algo para chegarmos mais perto da perfeição, apesar de saber que ela não existe. Devemos também estar preparados para as mudanças que certamente ocorrerão na nossa vida profissional e pessoal.
O encontro prosseguiu com a leitura das memórias individuais e em seguida foi feita a leitura compartilhada do texto Todas as crianças são bem vindas a escola, onde podemos discutir sobre a temática da inclusão que sempre nos deixa com muitas dúvidas de como agir em sala de aula com alunos especiais e que necessitam de um tratamento especializado em conjunto com escola. Também ficamos muito preocupados com o caso da aluna Jéssica (na sala de 5º ano Iracy Moura) que não fica em sala de aula e ainda bate nos colegas. Tem dias que ela está mais calma, mais em outros fica muito agitada e atrapalha muito as aulas. Até o atendimento individual que é realizado na escola, fica complicado de ser feito, pois ela quer está lá mexendo nos livros e quando não deixamos ela entrar ela bate na grade, empurra as portas. Mas quando a gente dá atenção a ela fica tudo melhor, mais como dedicar toda a atenção somente a ela? Há muitas dúvidas sobre essa questão.
Sempre procuro planejar as reuniões do meu Núcleo pensando nas em amenizar as dificuldades que os meus professores me dizem que estão vivenciando em sala de aula. Por isso pensei em trabalhar a inclusão neste encontro por causa de uma conversa que tive com a professora Benícia que relatou que percebia em sua turma uma rejeição por partes dos alunos a uma aluna especial, não a tratavam com respeito e se recusavam tocá-la ou simplesmente sentar ao seu lado. Apesar dessa educadora sempre conversar com os alunos sobre essa questão de respeito ao próximo e que todos nós somos diferentes uns dos outros, ela não viu muito resultado.
Então depois de fazermos a leitura do texto “O verdadeiro valor” onde é relatado que cada pessoa tem seu valor e que deve ser respeitada por isso, pedi que os professores divididos em dois grupos expressassem de uma maneira criativa o texto lido. Porém, cada grupo enfrentaria uma dificuldade para realizar esta tarefa. O primeiro grupo deveria fazer uma pintura, mas para isso não poderiam usar as mãos. E o segundo grupo deveria fazer uma mímica já que não poderia falar.
Vejo em meu grupo de professores, pessoas que querem aprender sempre, mas acho que deveriam se abrir mais nas reuniões expondo as suas opiniões e trazendo as atividades que deram certo em sua turma, para que assim pudéssemos interagir mais uns com os outros.
Espero que se guiem em suas próprias palavras, que retirei das memórias individuais entregues nas últimas reuniões. Volto a falar que as memórias são imprescindíveis para o nosso trabalho, pois elas se tornam documentos importantes sobre a vida de cada sala de aula. Por isso peço que todos façam escrevam e procurem sempre se aperfeiçoar mais, pois é escrevendo que se aprende a escrever, não há outra forma.
“Nós professores temos muito que aprender, estudar, interagir com outras pessoas pra que isso venha a aprimorar os nossos conhecimentos e isso serve também para a escola como um todo, pessoal de apoio, direção e professores.”
“Essa nova experiência possibilitou-me rever praticas pedagógicas que requer uma linguagem mais simples para se adequar ao público alvo.”
“A compreensão, o incentivo e o carinho dos meus colegas bem como de todos os sujeitos partícipes da comunidade escolar, serviram para que eu me sentisse segura e adaptada ao novo ambiente.”
“No entanto aprender é algo que nunca deixarei de buscar, pois diariamente aprendemos e ensinamos algo.”
“Juntos aluno e professor conseguiremos desenvolver um trabalho de cooperação, sempre dialogando conseguiremos atingir nossos objetivos.”
Volto a falar que as memórias são imprescindíveis para o nosso trabalho, pois elas se tornam documentos importantes sobre a vida de cada sala de aula. Por isso peço que todos façam escrevam e procurem sempre se aperfeiçoar mais, pois é escrevendo que se aprende a escrever, não há outra forma.
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