sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Indagações


Me incomoda sentir que não sou boa o bastante para certas pessoas.

Odeio quando pequenas coisas me magoam, que de tão minúsculas eu não deveria sequer percebe-las. No fundo a pessoa nem percebeu o quanto me decepcionou, pois nem todos tem o dom de compreender o outro apenas olhando nos seus olhos. As vezes nem sequer olham nos olhos ao falar com você, elas procuram fixar o olhar em qualquer outra coisa menos em você. Esse tipo de pessoa fala com você, mas é como se não falasse, o dito fica como não-dito e brincadeiras a parte vai levando-se a relação.

O tempo passa e novos conflitos existenciais surgem, mais os antigos e mal-resolvidos ainda afligem e gritam pedindo por atenção.

"Esperar é desesperar" li certa vez e decide que não esperarei mais por algo tão sem sentido e monótono. Correrei em busca de algo que traga aquela aventura que dá medo, mas que também excita, daquela paisagem que apesar de sombria esconde uma beleza imensurável.

Só me falta descobrir se estou no caminho certo, mas isso só saberei se por ele der os meus primeiros passos.

Pensamento do dia



É mais fácil construir um menino do que consertar um homem.
(Charles Chick Govin)


Isso é a pura verdade.
Era bom se cada pessoa percebesse isso antes que fosse tarde.
Se a família buscasse educar o seu filho em casa, dando limite e carinho.
Se o professor na sala de aula se comprometesse mais e mais com a causa da educação.
Tarefa difícil neste novo mundo que parece estar virado de cabeça para baixo.
Difícil, porém não impossível.
Só tentar, tentar e mudar de estratégias se necessário!!!!!

AVANTE GUERREIROS!!!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia


" Não há castigo infinito. Não há dor infinita. Um dia a gente termina para começar, começa para terminar, refaz o percurso como se nada tivesse acontecido antes.

Trecho da Crônica "Chapéu de Recados" retirado livro O Amor se esquece de Começar, de Carpinejar

[A gente sabe que isso é verdade, mas cada sofrimento parece mais forte do que o anterior. Achamos que não vai passar, mas passa e depois a gente fica se achando uma boba por ter sofrido tanto por alguém que não te deu valor. Um dia quem sabe a gente aprende com as perdas e as desilusões.]

Amigas!!!!

Ao professor com carinho



“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente.”
Carlos Drummond de Andrade


Este pensamento é fabuloso, pois é isso mesmo que acontecesse, quando está chegando o final do ano todo mundo fica contando os dias para que ele acabe para que depois venha um ano novo e diferente do anterior. Parece que acontece uma mágica do dia 31 de dezembro para o dia 01 de janeiro, pois a nossa esperança de dias melhores, mais felizes estão chegando e que também os nossos sonhos estão mais próximos de serem realizados.

Chegamos ao final de mais um ano e é nesse momento que devemos pensar sobre tudo que fizemos ou deixamos de fazer. Para mim este ano trouxe muitos ensinamentos, sinto que cresci como profissional e também no pessoal. Cada um de vocês contribuiu para que isso acontecesse e por merecem o meu apreço.

A cada encontro pude trazer um pouco do que aprendi nesses quatro anos de prática enquanto professora, sei que poderia ter feito mais e melhor, mais podem ter certeza que procurei todos os meios que estavam ao meu alcance para ajudar-los a amenizar as dificuldades encontradas no dia a dia escolar. Peço desculpas aqueles que não consegui dar o devido atendimento, e saibam que sempre me culpo por isso. Agradeço também aqueles que sempre me pediram ajuda, pois foi a partir disso que busquei me aperfeiçoar para ajuda-los, e aprendi muito com isso.

Apesar de gostar muito de desempenhar esta função, senti muita falta de uma sala de aula, de planejar e colocar ideias em prática com os meus alunos. O momento que mais senti falta foi no dia dos professores onde sempre recebia muitos bilhetes e cartas, pois as crianças não sabem disfarçar o que sentem, quando gostam demonstram. A falta de ter alunos só não foi maior porque os alunos de todos vocês eu também sentia que eram um pouco meus também. É esse é o motivo do trabalho da orientação ser muito complexo, pois me preocupava com todos eles e não com uma só turma.

Espero que possa ter contribuído pelo menos um pouco para a formação profissional de vocês e aquele que não se sente bem com esta profissão, pense bem, pois ela deve ter paixão de ensinar e aprender, não se é professor somente na sala de aula. Não deve ser professor aquele que não busca o aperfeiçoamento por meio da pesquisa, aquele que não tem a casa cheia de livros e quando esta planejando tudo parece uma bagunça, aquele que não vai para a escola carregado de livros ou sem ideias na cabeça, aquele que não planeja a sua aula e confia no improviso, aquele que só trabalha por um salário e quando ele não vem corretamente desconta nos alunos. Por isso seja sincero com vocês e respondam a essa pergunta: Por que eu decidi ser professor (a)? Eu não me via nessa profissão, cai de pára-quedas, mas agradeço a Deus por isso, pois nela eu me realizo, apesar de seus altos e baixos é muito bom ver quando a gente conseguiu fazer uma criança aprender algo.

Para refletirmos sobre o nosso papel enquanto educadores, relato-lhes uma história que li há algum tempo atrás. Duas garotinhas de dez anos de idade conversam sobre o que querem da vida. A primeira orgulhosa, nem pensa duas vezes: Quero ser médica! A segunda diz e eu quero ser professora! Só isso retrucou a menina, com certa arrogância. A amiga nem se abalou: E você acha que vai se tornar médica como? Tendo um monte de professores. Oras.

Este diálogo simples, mas que se repete entre milhares de crianças todos os dias, revela aquilo que estamos acostumados a sentir na própria pele: o descaso com o oficio do professor, que hoje possui uma imagem bastante desgastada por causa das varias transformações que ocorreram na educação e em outros segmentos da sociedade, como a família e a religião. Todas essas transformações deixam o papel do professor ainda mais difícil, pois esta profissão não tem o seu devido valor reconhecido.

Devemos sempre homenagear este profissional o qual chamamos de mestre e dizer-lhe que o seu papel é imprescindível para melhorar a sociedade em que vivemos. Essa mudança não será instantânea e não depende só dele, mas ao fazer a sua parte, já é um passo a mais nessa luta cheia de pressões e tensões.

Fechem os olhos e pensem como gostariam de ser lembrados pelos seus alunos daqui a alguns anos? A lembrança – se existir – será positiva ou negativa? Ao refletir sobre essas questões imagine como será o seu futuro profissional e como estarão os seus alunos? Será que os ensinamentos serão importantes para sua vida futura? Não digo somente “conteúdos”, mas também o ensino de atitudes e posturas perante a sociedade.
Não devemos ensinar o faça o que eu digo, não faça o que o faço, pois se ensina pelo exemplo, se o aluno vê uma escola onde seus funcionários trabalham frustrados, com raiva uns dos outros como eles irão criar hábitos de amizade com os colegas. Devemos ser éticos com nossas palavras e com as nossas ações, pois um simples olhar às vezes transmite mais que varias palavras pronunciadas.

Apesar de todas as dificuldades que encontramos vamos tentar fazer o melhor, buscar os momentos bons que existem na nossa profissão. E como dizia Fernando Pessoa: Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Então aos professores de almas enormes, aqui vai o meu muito obrigado por nos ensinar a viver.

Vamos agora volta as nossas atividades educativas.
Bom ano letivo para todos.
Sucesso!!!!!

Pensamento do dia



Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.
Cecília Meireles

Vida complicada!!! As vezes a gente pensa que tem tudo para torná-la fácil de ser vivida, então surge as surpresas para te mostrar que viver não é nada fácil. Mas é isso que nos dar força, pois a calmaria enjoa, bom mesmo é a tempestade.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Relembrando Florbela Espanca


No final da minha faculdade de Letras, fiz juntamente com minha colega Benta o TCC sobre as poesias de Florbela Espanca. Para isso estudamos muito sobre a vida desta escritora tão atormentada, vivendo a incessante busca de ser amada verdadeiramente. Trago a vocês leitores amigos um dos poemas que mais gosto:


Amar!


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Leiam, Carpinejar!!


MEDO DE SE APAIXONAR
Fabrício Carpinejar


Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer conversa. Medo de inventar desculpa para se ver livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus agüentam uma reza por mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança, medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a chorar. Você tem medo de se apaixonar e não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha, medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos um pouco por dia. Medo do imprevisível que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais ninguém, além dele. Medo de que ele seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da beleza das ruínas. Medo de ser antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele. Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada, ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou. Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.
Fabricio Carpinejar

Crônica do livro O amor se esquece de começar

[ Ah! Texto divino... é exatamente isso que a gente sente antes de se entregar a uma paixão, a mente se corroi em aflições, dúvidas, mas no fundo você se sente feliz em meio ao caos que está dentro de você. ]

Visível e invisível



Não sei se isso só acontece comigo, ou se é comum. As vezes passo por determinado lugar e não presto atenção nas imagens que ali estão, nenhuma me chama atenção, parece que tudo está visível, mas você não vê nada. Neste momento os seus olhos não querem vê, não sente o desejo de admirar aquela paisagem ou aquela pessoa.
O tempo passa e como mágica abre-se a cortina do seu olhar e você visualiza o que antes não via, o que não dava importância.
As vezes fico tentando imaginar como seriam determinadas imagens há anos atrás e nada vem a minha mente, só lembro do presente e nada mais. Não há nada no passado distante para lembrar, estava tudo encoberto por outros acontecimentos.
Cheguei a conclusão que a distância entre o visível e o invisível está na nossa vontade de ver determinada cena posta a frente dos nossos olhos.

Leia e identifique-se



Esta imagem me fez imaginar uma coisa e me perguntar se almas gêmeas existem ou se isso é apenas conto de fadas.
E a dúvida persiste, pois a maioria dos relacionamentos são frios e não parecem verdadeiros, é como se apenas eles se aguentassem pelo medo de ficarem sozinhos. O medo da solidão é pavoroso, acho que muitas pessoas não conseguem ficar sozinhos, a sua própria companhia é enfadonha. Acho que esse tipo de pessoa não faz bem a ninguém.
Ainda não me bateu o medo da solidão, mas as vezes me pergunto se a pessoa certa existe, será que existe a tampa da panela, ou será que algumas foram feitas para não terem tampa. Por que tem que ser tão difícil encontrar a pessoa certa? E por que as vezes a gente encontra e ela não nos atrai? O que é certo e errado?

Perguntas e mais perguntas perambulam dentro de mim.

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.
Arnaldo Jabor

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pensamento do dia



Aprendi a adorar e admirar o escritor Fabricio Carpinejar, ele consegue emocionar com poucas palavras.
Leiam e sintam!!


Já ouvi que coragem é olhar nos olhos, não acho, coragem é olhar fixamente a boca à espera de uma palavra ou de um beijo. (Carpinejar)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ei, amigos!



Para todos os meus amigos, pois sem eles nada seria.

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morresse todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre." Vinicius de Moraes

Dicas para uma boa educação



Este texto que foi escrito pelas três há uns quatro anos quando estávamos iniciando a faculdade de Letras. E as escritoras iniciantes são Letícia, Ana Paula e eu. Estava arrumando uns papeis e acabei encontrando e resolvi postar no meu blog como forma de homenagem as minhas eternas colegas que admiro tanto. E também para diminuir um pouco a saudade da galera inesquecível da faculdade. Beijos a todos.



Os profissionais da educação brasileira estão cada mais distantes de saciar a sua fome por uma educação verdadeira, sem máscaras nem hipocrisia. Alguns já perderam a vontade de buscar alimentos que contribuam para a sustentação desse "corpo educativo". Esses alimentos tem nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento e cabe ao professor continuar persistindo na mudança e acrescentando ao seu cardápio alimentos renovadores.

Então para conseguir uma educação saúdavel se faz necessário uma dieta balanceada. A seguir veja alguns itens que o ajudaram nessa dieta, mas como cada individuo tem suas particularidades, cabe a você adaptá-la ao seu modo de vida.

1. Compreensão: Fundamental para boa convivência em grupo.

2. Criatividade: Tem o poder de diversificar qualquer ambiente.

3. Paciência: Serve para lembrar que nada acontece antes da hora.

4. Sabedoria: Este alimento serve para mostrar que todos do grupo podem contribuir para o bom funcionamento do 'corpo educacional".]

5. Dedicação: Traz o sentido de renovação e faz o profissional se reconhecer como peça indispensável e também aprender a se valorizar.

6.Amor: Este é o principal alimento e aliado aos demais produz melhoras contínuas.

7. União: Fará o educador perceber o quanto é importante agir em conjunto em busca do bem comum.

Existem outros alimentos que contribuirão para o bom equilíbrio da educação, mas cabe a cada educador perceber a sua realidade e a necessidade desses alimentos em sua dieta.

Porém, existem alimentos nocivos que enfraquecem e prejudicam a educação, provocando doenças graves e difíceis de curar. Por isso afaste-se deles.

1. Mau-humor: O seu poder é assustador, fazendo mal a você e aos outros que estão ao seu redor.

2. Preguiça: Tornará a sua prática monótona e cansativa.

3. Egoísmo: Deixará você individualizado demais.

4. Discriminação: Fechará os seus olhos para a beleza da diversidade humana.

5. Alienação: Fará você seguir um modelo pronto e acabado.

A partir dessas dicas cada educador criar uma forma adequada para ajudar a melhorar a saúde da educação.

(Ana Paula, Letícia e Verônica)

Profissão Professor II

Alfabetizar não é só ensinar a ler e a escrever mecanicamente, mas ensinar o outro a ver e ler o mundo de uma forma diferente. É difícil, ver alguém ser tão bom ao lidar com as palavras na oralidade e não saber ler e escrever é como se não enxergar-se direito. Lembro-me agora da minha Madrinha Dede que sempre conta a história de um menino que não sabia ler, e no primeiro dia que foi a escola aprendeu a letra A e ao retornar para casa via em todos os lugares nas ruas a letra A e se perguntava quem pintou tão rápido todas essas letras enquanto ele estava na escola, e a cada novo dia de aula uma nova letra ele conhecia. Ser professor é muita doação, que exige de nós respeito e valorização do outro como um ser humano que merece o que de melhor possamos dar. Vamos agir agora, pois como diz Paulo Freire: “O futuro não é uma coisa escondida na esquina, o futuro a gente constrói no presente.” E para isso não é preciso ações grandiosas, mas pequenas e duradouras.

>Para finalizar deixo para vocês as palavras de um mestre:
“Sou professor a favor da boniteza de minha própria prática, boniteza que dela some se não cuido do saber que devo ensinar, se não brigo por este saber, se não luto pelas condições materiais necessárias sem as quais meu corpo descuidado, corre o risco de se amofinar e já não ser testemunho que deve ser de lutador pertinaz, que cansa mas não desiste”.
Paulo Freire

Destino



Será que essa coisa de destino existe mesmo. Será verdade que toda a nossa vida já está traçada, escrita em um papel e nada pode modificá-la?

É difícil saber se o que aconteceu hoje foi por acaso ou se já estava reservado para acontecer na nossa vida. As vezes atribuímos ao destino a culpa por nossas escolhas erradas, dizemos que não tivemos como fugir, pois já está premeditado.

Gostaria de saber como seria a minha vida se tivesse apostado e lutado pelo primeiro amor, se tivesse seguido outra carreira, ou me formado em outro curso, ou se tivesse saído da casa dos meus pais para estudar num lugar distante, ou se tivesse aceitado as propostas decentes feitas pelo homem "certo".

A minha vida é cheia de "se", mas a de quem não é? seguimos um caminho, mas sempre fica a dúvida de como teria sido se tivéssemos tomado a direção oposta. Enquanto não encontro respostas continuo com as minhas perguntas...

Desejo, dar pra disfarçar?



O olhar do amante continua sendo importante, mas não se trata mais de um eu que depende do outro para existir. Tem-se, agora, um ser feminino decidido, lúcido, consciente, sujeito de suas atitudes. O outro finge que não o olha, mas, seu “olhar fugidio” não se sustenta diante dele. Segundo Marilena Chauí (2006) o olhar é capaz de trazer à tona os sentimentos da alma humana. Desse modo, pode-se conceber que o amado não corresponde ao olhar feminino para não se expor.

Em contrapartida, o eu-lírico possui em seu olhar uma percepção capaz de interpretar os sentimentos do outro através da permuta de olhares, olhar este que não se mantém passivo diante da realidade, pois sente-se desejado e por isso,desafia o outro a olhá-lo, enquanto que o eu-lírico de outros poemas aqui analisados, mostra-se passivo, descreve, se encanta, admira seu Alentejo, contempla o amante, fazendo dele a razão de sua existência. Mas, aqui não há somente a contemplação, há também uma descoberta dos defeitos do outro (que não tem atitude).

Esse olhar é o que desde sempre exprime e reconhece forças e sentimentos internos, tanto no próprio eu-lírico, que deste modo se revela, quanto no ser masculino, com o qual estabelece uma relação conflituosa. O olhar “saltitante” do amante, apesar de não fixar-se, é percebido. Note-se que esse olhar já não transmite a indiferença que tanto angustiava o eu-lírico de outros versos. Ele transmite o desejo. Nesse sentido, Alfredo Bosi (2006, p. 78) afirma que:


O olhar conhece sentindo (desejando ou temendo) e sente conhecendo. Está implantado na sensibilidade, na sexualidade: sua raiz mais profunda é o inconsciente, sua direção é atraída pelo imã da intersubjetividade. O olhar condensa e projeta os estados e os movimentos da alma. Ás vezes a expressão do olhar é tão poderosa e concentrada que vale por um ato.

Olhares


Algo que sempre me impressionou foi a temática sobre o olhar e a visão. Isso é algo que me fascina e foi por isso que utilizei este tema para concluir a minha faculdade. Fiz um artigo sobre o olhar cujo o tema era O olhar em Florbela Espanca:Angústia e serenidade. Aqui está uma pequena amostra:

A poesia de Florbela é marcada por uma constante incompletude e pela procura do amor absoluto. Isso coloca o eu-lírico, assumidamente feminino, como uma espécie de “escrava louca”, condenada a passar a vida envolvida nesta procura. A obsessão em encontrar o objeto de desejo torna-se uma justificativa para a própria existência. Essa situação pode ser vista de forma intensa nas palavras do eu-lírico, pois é ele “o seduzido que se expressa na poesia, na literatura” (KEHL, 2006, p. 411).
A troca de olhares é representada como forma de expressão de sentimentos existenciais vivenciados, uma vez que o olhar sintetiza e revela os estados e os movimentos da alma: “Os olhos são indiscretos; / Revelam tudo que sentem, / Podem mentir os teus lábios, / Os olhos, esses, não mentem”. (ESPANCA, 1996, p. 32).

O olhar é muito mais do que uma função fisiológica, é uma linguagem forte e carregada de sentido que provoca alterações decisivas na vida. Por isso, a importância atribuída ao olhar do outro é muito presente nos versos da autora. Em poemas a exemplo de Súplica (II), As Quadras dele (I), e Desdém, apresenta o olhar como “janela da alma e espelho do mundo ”. Ele se torna meio pelo qual o eu-lírico percebe os sentimentos do outro, e a partir das experiências visuais, surgem os estados de angústia ou/e serenidade. Vê-se o poema Súplica (II):


Olha pra mim, amor, olha pra mim;
Meus olhos andam doidos por te olhar!
Cega-me com o brilho de teus olhos
Que cega ando eu há muito por te amar.

Sede de escrever!!

Me formei em letras em 2008 e aprendi neste curso a gostar mais de ler e entender o que lia. Acabei o curso fiquei com uma fome incontrolável de escrever também, apesar de saber que sou melhor com as palavras ditas oralmente do que escritas num papel ou numa tela de computador, resolvi arriscar e colocar a inspiração para me ajudar nesta tarefa. Fico impressionada com escritores que conseguem emocionar através de suas palavras, não sei se sou emotiva demais, pois choro lendo alguns romances (Dom Casmurro, Machado de Assis), crônicas (Medo de se apaixonar, Carpinejar)e poemas (Amar, Florbela Espanca). Não tenho mais saída, o bichinho da Literatura me mordeu e isso não tem cura. EXPERIMENTEM vocês também.

Profissão Professor

Todos sabem da dificuldade que existe em nossa profissão e frequentemente ouvimos a frase “Eu! Deus me livre de ser professor”. Essa pessoa não sabe o quanto é bom partilhar aquilo que sabemos com o próximo e perceber que ele ouviu e compreendeu o nosso recado, essa pessoa também não sabe o quanto é bom receber um abraço apertado ou um bilhete carinhoso de um aluno. Acontecimentos assim nos fazem não dar tanta importância às adversidades do educar.

Pequenas Palavras


... Muitas vezes nem eu mesmo me conheço. Me impressiono com as minhas atitudes, ou simplesmente pela falta dela quando mais preciso. Sei ser determinada quando quero algo que as vezes vira obsessão. Mas como mágica a vontade passa logo depois que consigo o que quero, ai fico frustrada por que não era tão bom quanto pensava que fosse.
As vezes me fecho em copas como uma flor que tem medo do sol, mesmo sabendo que sem o seu calor não consegueria sobreviver. Apesar de todas as dúvidas que insistem em atormentar a minha vida sinto que vivo a melhor fase e não voltaria atrás em nada do que fiz na vida, pois tudo me tornou o que sou hoje. Uma pessoa feliz, mais cheia de perguntas a serem respondidas ao longo desta caminhada que se chama VIDA
Espero poder sempre contar com as pessoas maravilhosas que tenho perto de mim e poder transmitir a todas elas a minha amizade verdadeira e quem sabe algo mais... ...! Mas apesar de ter muitas pessoas insubstituiveis quero conhecer outras, pois amizades nunca são demais.