Continuo sem certezas e é por isso que ainda
me deixo envolver por esse encantamento
Vivo em busca de me conhecer mais, pois essa pessoa enigmática, sonhadora, romântica e extremamente racional ( o que já é contraditório!)vive cheia de dúvidas.
Vivo de incertezas, pois são elas que me dão ânimo para ir em busca do novo. Quando tenho certeza sobre algo perco logo o interesse, por que o que me excita, me instiga é a dúvida. Quando ela acaba , tudo perde a graça. O príncipe deixou de ser encantado e se transformou em um sapo feio e previsível. Será que sou normal?
"A vida dá as cartas mas somos nós que decidimos o que fazer com elas."
Concordo com este pensamento, mas sempre me pergunto se sei jogar esse jogo e se as minhas atitudes trarão resultados positivos ou negativos?
A minha vida é cheia de preocupações geradas por coisas que ainda não aconteceram. A minha imaginação tem asas e voa bem alto, ela fica criando continuações para uma cena que ainda não aconteceu e talvez nunca aconteça. Imagino diálogos que nunca vivenciarei, só tem vida no meu consciente e não ouso revelar a ninguém.
Outra coisa que me aflinge é o medo de me envolver em um relacionamento amoroso. Medo de dizer sim. Medo de dizer não. Medo de dizer sim e depois perceber que só era uma atração passageira. Medo de dizer não e perceber que estava completamente apaixonada. Medo de dar uma chance aquele cara legal e depois se arrepender. Medo de dar uma chance a alguém que não gosta de mim como mereço. Medo de abraçar e não querer mais largar. Medo de largar e não poder mais abraçar. A lista dos meus medos cresce a cada dia, mais não impedem que eu siga a minha vida de cabeça erguida e também de ser feliz com pequenos, mais significativos acontecimentos.
Tenho tanto medo porque vivo de incertezas. E pior que a certeza só a dúvida de que as coisas poderiam ter dado certo se tivesse tentado, se tivesse me entregado sem medo. Mas a vida não permite ensaios e o medo de errar chega a paralisar por instantes as minhas ações e acabo ficando passiva a espera de uma atitude do meu semelhante.
Há também o medo de decepcionar as pessoas que estão ao meu redor com as minhas escolhas repentinas. Tenho medo também de estar sempre achando que o pior irá acontecer "enquanto o melhor passa" como diz o poeta Carpinejar.
Sigo com os meus medos, pois eles são necessários para me dar um pouco de lucidez(mas só um pouco mesmo, rsrs), mas tenho que aprender a controla-lo para que ele não me guie completamente.
Para finalizar deixo-lhes as palavras de um dos meus poetas preferidos, Fabrício Carpinejar ( poeta contemporâneo) que tem pensamentos fantásticos.
"Não me deixe viver o que posso, que me seja permitido desaprender os limites."
Uauuuuuuu, Vevé...jogou duro...vá juntando ai, daqui a pouco publica um livro...beijo!!!
ResponderExcluirObrigada! Quem sabe né... beijo!
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