Iniciamos o nosso último encontro do núcleo Josefa Penedo com a apreciação de algumas tirinhas do Calvin, uma criança de seis anos, de classe média, que dedica parte integral do seu tempo para infernizar a vida de seus pais, sua vizinha, sua babá, sua professora e, não raro, de seu tigre de pelúcia. Um menininho que possui as preocupações de um adulto, mas as reações de uma criança. Como qualquer criança, ele não leva uma vida diferente das outras: passa as tardes brincando e as manhãs na escola; é difícil para comer; luta para não dormir e para não se levantar da cama (principalmente para ir à escola). A partir de algumas tiras pudemos refletir sobre aspectos educacionais e relacioná-los com as nossas salas de aulas.
Dando continuidade as discussões sobre a realidade da sala de aula, levei o texto “Como fazer da rotina a nossa aliada” e depois de uma leitura compartilhada entre todos os presentes percebemos aspectos importantes que devem ser levando em conta, como o planejamento organizado das aulas, reservar sempre um tempo para estudar, organizar o espaço de sala de aula, trocar ideias com outros professores, etc. Enfim, práticas que fazem o educador sempre estar em evolução e tornando-se cada dia melhor e mais responsável pela educação de nossas crianças.
A Ac prosseguiu com a leitura da memória registro e o recolhimento das memórias individuais. Em seguida partimos para o planejamento da quinzena letiva onde os professores discutiram em grupos e organizaram os conteúdos, objetivos e atividades a serem desenvolvidas em sala de aula.
Finalizei a reunião com a leitura do texto reflexivo “Arrisque mais”, que traz uma mensagem positiva para a nossa vida, que apesar de muitas vezes estar angustiada, não devemos perder a capacidade de sonhar com dias melhores.
Durante esta quinzena de trabalho, pude vivenciar realidades que eu sabia que existia, mas não tinha visto de tão perto. Numa visita a escola Ney Braga, no Muriti, me deparei com uma situação que me deixou muito preocupada. Entrei na sala para ajudar a professora Maria das Neves com a aplicação da prova de história e ao ser solicitada a ajudar um aluno a responder a sua prova percebi que ele tinha dificuldade em reconhecer as letras, e também percebi a sua insegurança em fazer ao escrever palavras. Eu lia a questão e oralmente ele me dava a resposta certa, mas não sabia transcreve-la para o papel. Então comecei a questiona-lo sobre a sua resposta e pedia a ele que me dissesse com que letra começava a palavra que ele queria escrever, ele me dizia letra certa, mais não tinha a segurança para escreve-la sem que eu lhe dissesse que estava correta. Esse caso se repete com muitos outros alunos e isso me angustiou muito, pois é uma muita defasagem na aprendizagem. A professora também está angustiada e me pediu ajuda e por isso na segunda dia 10.05 estive na SEDUC para uma reunião com a coordenadora e uma professora do programa GEEMPA que funciona em algumas escolas da sede do nosso município. Este programa consiste em ajudar os alunos que estão há vários anos em uma mesma serie e não estão alfabetizados. Lá pude conhecer um pouco sobre o programa que trabalhar de forma muito organizada e com atividades contextualizadas para cada nível de aprendizagem da língua escrita. Essa questão do nível é muito importante que o professor conheça, pois só assim poderá interferir adequadamente na aprendizagem do aluno.
Gostaria que cada professor procurasse informações sobre está questão dos níveis: pré-silábico 1 e 2, silábico-alfabético e alfabético para ficar mais informado sobre o assunto. Finalizo este registro com a epígrafe que iniciei a pauta da reunião anterior, pois acha ela pertinente.
“Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.”
Hermann Hesse
Muito legal essa preocupação de melhorar a educação, começando do próprio local. Tive uma professora que sempre dizia "uma andorinha não faz o verão, mas faz a diterença."
ResponderExcluirDesde as margens do Rio do Carmo saio a convidar meus amigos do mundo, para que vejam a poesia que falo, o conto que conto e a crônica que narro. Você não conhece o Rio do Carmo? Não lhe culpo de nada. É tão pequenino o meu lugar. Mas ainda assim eu falo, pois é mundo, e quando se é mundo nunca falta o que falar.
Abraço do Jefhcardoso e lhe espero no http://jefhcardoso.blogspot.com.
obrigada! jefhcardoso
ResponderExcluirInfelizmente não conheço o Rio do Carmo, mas creio que será possivelmelhorar a educação se cada um fizer verdadeiramente a sua parte. Pode ter certeza que irei visitar seu blog.
desculpa a demora para responder, estava um pouco afastada da net esses meses.
até mais